USP fecha 141 vagas em suas creches; pais farão ato nesta terça-feira

O superintende de Assistência Social da Universidade de São Paulo, Waldyr Jorge, informou hoje (02/03) que 141 vagas das creches/pré-escola serão fechadas pela instituição. As vagas deveriam ter sido preenchidas na última seleção promovida pela universidade, no final do ano passado, mas a administração da instituição decidiu não receber novas crianças. A decisão anunciada hoje representa a rejeição de um plano contingencial elaborado pela direção de cada uma das cinco creches da USP – Central e Oeste (no campus Butantã), Saúde (no campus da Saúde Pública, em São Paulo), São Carlos e Ribeirão Preto.

A decisão do superintendente foi comunicada na tarde de hoje a uma comissão de pais, mães, funcionários e representantes do Sintusp (Sindicatos dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo), durante reunião no prédio da Administração Central da universidade, em São Paulo. As creches da USP são referência em educação infantil, um dos pilares da permanência de estudantes nos cursos de graduação e pós-graduação e direito dos funcionários e docentes da maior universidade da América Latina.

Manifestação na terça-feira (03/03)

O Conselho Universitário (CO), órgão deliberativo da universidade, se reúne a partir das 14h desta terça (03/03) na Cidade Universitária. Pais, mães, funcionários das creches e outros integrantes da comunidade USP preparam um ato para sensibilizar os conselheiros para o desmonte das creches.

Entenda o caso

A Universidade de São Paulo realizou normalmente a seleção para as creches no ano passado. No início deste ano, sem aviso prévio às gestões das creches, a entrada de novas crianças foi suspensa pela Superintendência de Assistência Social (SAS). As listas de selecionados – as creches atendem funcionários, alunos e docentes da universidade – chegaram a ser elaboradas e divulgadas no caso das creches do interior. A alegação da administração da USP é de que a saída de 17 funcionários que aderiram ao PIDV (Plano de Incentivo à Demissão Voluntária) da universidade inviabilizaria o atendimento. Depois disso,  a administração de cada creche fez um plano contingencial, de atendimento sem novos funcionários, que chegou ao número de 74 vagas passíveis de abertura sem mudanças no quadro. Este plano, que foi rejeitado hoje, contempla somente metade das vagas originais.

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