SAS usa alegações falsas para justificar fechamento de vagas

Os argumentos que vêm sendo utilizados para o fechamento de vagas nas cinco creches/pré-escolas da USP são falsos. Não há outro motivo senão a intenção tácita de fechá-las.

Vamos a eles:

1) É falsa a alegação do superintendente da SAS de que as creches não têm condições de atendimento após a adesão de 17 funcionários da Divisão de Creches da USP ao Programa de Incentivo de Demissão Voluntária (PIDV). As gestões de quatro creches ofereceram planos de contingenciamento que totalizam a abertura de um total de 89 vagas dentre as 141 inicialmente colocadas à disposição. Somente a creche Oeste que não conta mais com suas únicas técnica de enfermagem e lactarista está com o atendimento comprometido.

2) Também é falsa a alegação do superintendente da SAS de que as vagas não podem ser abertas devido a três inquéritos em andamento contra as creches. A verdade é que dois deles foram extintos e um terceiro diz respeito à nomenclatura da profissão dos educadores. Vincular tais inquéritos ao preenchimento das vagas não tem nenhum fundamento: se esse argumento fosse verdadeiro, todo o atendimento das cinco creches estaria sob risco.

O terceiro inquérito mencionado foi instaurado a partir de uma denúncia da Associação de Funcionários Celetistas do Estado de São Paulo, em São Carlos, que argumenta que o projeto de lei que torna os “técnicos de apoio educativo” “professores de ensino infantil” é inconstitucional. Uma comissão de mães, funcionárias e representantes do Sintusp procurou o Ministério Público em fevereiro passado para se informar a respeito da denúncia. A comissão foi informada de que ela não representa absolutamente nenhum impedimento para o normal atendimento nas creches ou o preenchimento das novas vagas.

3) O argumento de que não há dinheiro para novas contratações necessárias também não se sustenta, na medida em que a universidade tem reservas e ainda tem vendido imóveis comprados na gestão Rodas e de heranças vacantes (doados para a universidade). Há, portanto, dinheiro em caixa na Universidade de São Paulo, a maior da América Latina.

Deve-se lembrar que a temerária gestão do atual reitor é responsável pela perda de funcionários-chave em postos importantes em várias unidades, não havendo outros que possam ser remanejados para preenchê-los. Isso ocorreu após o Programa de Incentivo à Demissão Voluntária, que foi realizado sem qualquer planejamento. Além disso, a adesão ao PIDV foi muito menor do que a esperada e trouxe ainda mais despesas desnecessárias para a universidade.

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