Dia de luta pelas creches tem vários eventos no campus Butantã

FFLCH

Nessa terça-feira, dia 17 de março, coletivos e entidades de funcionários e estudantes organizaram um dia de luta em defesa das creches/pré-escolas da USP. Essa iniciativa teve como objetivo chamar a atenção para os ataques que as cinco creches da universidade vêm sofrendo e que culminou com o fechamento de 141 vagas para ingresso de novas crianças em 2015.

Logo pela manhã, as estudantes de Letras e do Coletivo Feminista Marias Baderna fizeram uma intervenção durante o horário de aulas. Utilizando tecidos e bonecas para simular slings com crianças, as estudantes deram foco para as dificuldades que a falta de creches acarreta para as mães estudantes.

Ao final da manhã aconteceu uma assembléia dos estudantes do curso de Letras e esse foi um dos temas discutidos pelos estudantes. Ao final da assembleia, todos tiraram uma foto em apoio à luta em defesa das creches.

Ao meio-dia, o Centro Acadêmico da ECA Lupe Contrim (CALC), realizou um debate sobre o fechamento das vagas nos campi da capital e do interior. O debate contou com a presença de estudantes e também de mães e pais que foram prejudicados. Como debatedoras estavam presentes Anna Letycia, mãe e estudante da Saúde Pública, Letícia Pinho, mãe e estudante da USP e do Movimento Mulheres em Luta, Giovanna, da Secretaria de Mulheres do Sintusp e Luka Franca, mãe e jornalista, do setorial de Mulheres do RUA.

ÀS 16h aconteceu no vão do Prédio da História e Geografia um Ato-Debate em defesa das creches organizado pela Frente Feminista da USP. No evento foi pontuado que a crise financeira da universidade está, mais uma vez, sendo jogada na conta de funcionárias, professoras e estudantes. A não-abertura de vagas em 2015 é um ataque brutal à permanência estudantil e aos direitos dos trabalhadores, mas também ao ensino, à pesquisa e à extensão. Afinal, as creches da USP são referência nacional e internacional no tema da educação infantil e vêm sendo objeto de produção acadêmica.

A mesa do ato debate contou com a presença da psicóloga Ana Mello, autora de tese de doutoramento defendida na Faculdade de Educação sobre a creche Carochinha, do campus de Ribeirão Preto, da Babi, representando a secretaria de mulheres do Sintusp, de Ramiro Malaquias, educador da creche Oeste e pai da creche Central, e Shirley Anizio, estudante de Pedagogia e uma das mães que foi prejudicada pelo fechamento das vagas.

Às 17h, na Odontologia, aconteceu o debate sobre “A mulher e a Universidade” organizado pelo C.A XXV de Janeiro. Com a presença do Coletivo Feminista GENI (Faculdade de Medicina da USP), Coletivo Feminista da Faculdade de Psicologia da USP, Coletivo Feminista Histéricas (FEA-USP), Daniele Santana mãe e estudante que foi prejudicada pelo fechamento das vagas (FFLCH-USP) e Patrícia, da Secretaria de Mulheres do Sintusp.

E, no final da noite, houve mais uma assembleia dos estudantes de Letras do período noturno em que o tema as creches foi abordado. Assim como os estudantes do matutino, foi tirada uma foto dos estudantes segurando um cartaz contra o fechamento das vagas.

Essas iniciativas foram muito importantes para a conscientização da comunidade sobre a importância do projeto de educação infantil na universidade. A participação estudantil e dos funcionários tem sido fundamental para dar mais eco e força a essa luta. Com luta e mobilização conquistamos as creches 30 anos atrás e com luta e mobilização vamos defendê-la agora.

Texto: Letícia Pinho
Fotos: Matheus Marques

Letras

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