Dados demonstram que creches da USP são laboratório, não assistência social

O reitor Marco Antonio Zago acredita que as Creches/Pré-escolas da USP são assistência social e que, por isso, não são atividade-fim. Essa é a principal justificativa apresentada para o desmonte desse projeto de 33 anos. Mas basta consultar os números gerais da USP para verificar que, pela escala, as Creches são laboratório para o desenvolvimento de pesquisa, ensino e extensão.

As 543 vagas que haveria neste ano nas cinco creches – na verdade, 141 foram cortadas sem aviso-prévio à comunidade, à gestão das unidades e após a divulgação de parte dos selecionados para preenchê-las – são uma gota d’água no oceano de famílias que potencialmente poderiam usar a educação infantil da USP. A universidade tem 87,8 mil alunos, 6 mil docentes e 17,5 mil técnicos.

Juntos, os três públicos representam 111,3 mil pessoas aptas a concorrer a uma vaga na creche. Ou seja, há 205 pessoas da comunidade USP para cada vaga em creche. Aliado ao fato de que muita pesquisa acadêmica é realizada nas creches e por suas equipes – foram 84 teses, dissertações e Iniciações Científicas entre 2009 e 2014, só nas unidades da capital –, o dado demonstra que o reitor erra o alvo ao mirar sua faca de cortes contra esse programa. Da mesma forma que ocorre com o Hospital Universitário (HU) e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), de Bauru.

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