Adusp relata audiência pública sobre creches; reitoria não respondeu convite

Reportagem realizada pelo site da Associação dos Docentes da USP (ADUSP) comenta a ausência de representantes do Reitor Marco Antonio Zago na Audiência Pública realizada em frente ao prédio da Reitoria da USP, no último dia 18 de dezembro. O ato foi organizado por membros da Comissão de Mobilização das Creches da USP e reuniu representantes de diversos setores da Universidade, além de membros do DCE, APG, Sintusp e Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Leia a reportagem completa no link abaixo.

http://www.adusp.org.br/index.php/universidade2/105-condicoes-de-trabalho/2457-pais-maes-e-funcionarios-debateram-questao-das-creches-da-usp-em-18-12-convidada-reitoria-nao-compareceu

Creche Carochinha lança livro sobre 30 anos de ensino, pesquisa e extensão

A Creche e Pré-Escola Carochinha, uma das cinco administradas pela SAS-USP, localizada no campus de Ribeirão Preto, é o tema do livro “Histórias da Carochinha: contribuições para o ensino, a pesquisa e a extensão de uma creche universitária” organizado por Débora C. Piotto, Letícia A. Martins e Bianca C. Correa e publicado pela editora Pedro&João Editores, com apoio financeiro da Associação de Pais e Educadores da Creche Carochinha (Apecc – Gestão 2014-2106).

Em 2015, a Carochinha completou 30 anos de funcionamento. O Curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo – campus Ribeirão Preto realizou o evento “Em defesa da educação infantil: 30 anos de creche Carochinha” com o objetivo de destacar as suas contribuições para a educação infantil no Brasil, bem como para o ensino, a pesquisa e a extensão na USP. Os trabalhos apresentados no evento são a base do livro.

Os exemplars podem ser adquiridos por R$ 30,00 com a Apecc. Informações tel.: (16) 3315-3580 (Creche Carochinha).

O livro é composto pelos seguintes capítulos:

Apresentação
Bianca Correa
Débora Piotto

A Creche Carochinha, o ensino, a pesquisa e a extensão
Regina Teles

A Creche Carochinha e sua história
Maria Clotilde Rossetti-Ferreira

A história da formação continuada na Creche Carochinha
Ana Maria Mello

Contribuições da Creche para a pesquisa: a parceria Cindedi-Carochinha
Kátia de Souza Amorim

A organização do trabalho pedagógico com bebês na Creche Carochinha
Silvana Januário

O dia-a-dia do trabalho com bebês na Creche Carochinha
Mirian de Souza Lobo Rossi

Exposição de trabalhos e projetos realizados na Creche e Pré-escola Carochinha
Alessandra Lopes de Faria Giovani
Francisca de Fátima da silva
Mariana Batista Moraes
Mirian de Souza Lobo Rossi
Rosa Virginia Pantoni
Rosangela dos Santos Oliveira
Silvana Januário

Avaliadores externos criticam falta de creches na Faculdade de Direito da USP

Comissão de avaliação externa de caráter internacional concluiu que a Faculdade de Direito da USP apresenta um número de docentes do sexo feminino surpreendentemente baixo. Para os avaliadores, um dos motivos para que isso aconteça é exatamente a falta de creches.

A unidade, que se localiza no Largo São Francisco (centro de São Paulo), não possui estrutura para a educação infantil. Antes podia contar com a possibilidade de vagas no Quadrilátero da Saúde; com a atual política da Reitoria, de proibir pelo segundo ano seguido a entrada de crianças nas creches da USP, as docentes que ingressarem na FD ou tiverem filhos terão de procurar outras soluções.

A crítica da comissão externa não leva em conta o papel das creches na pesquisa e na produção de conhecimento que impacta as políticas públicas em todo o Brasil – as Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil citam nominalmente as Creches/Pré-escolas e especialistas da USP como fontes de informação, por exemplo. No entanto, a crítica da comissão indica outros impactos das creches na vida acadêmica, impactos que estão muito além da exclusiva assistência social que o reitor Marco Antonio Zago enxerga no sistema.

A avaliação institucional da Faculdade de Direito faz parte de um sistema que engloba toda a universidade. Numa primeira etapa, é feita auto-avaliação interna e, na segunda, assessores externos visitam e analisam a unidade. Na São Francisco, a visita foi realizada em outubro e contou com o prof. Dr. Leonardo Greco (UFRJ), a profa. Dra. Nadia de Araujo (PUC-RJ) e o prof. Dr. Marcelo Alegre (Universidade de Buenos Aires).

A baixa participação de mulheres no corpo docente foi atribuída a “obstáculos concretos” pelos avaliadores. “Não há nenhuma política efetiva que facilite a conciliação das atividades do magistério com a vida familiar. Isso causa um impacto direto nas professoras, ante, por exemplo, da ausência de creches, maior flexibilidade na escolha do horário de trabalho etcetera”, afirma o relatório recém-divulgado.

Creches funcionarão com metade de sua capacidade em 2016

Levantamento informal realizado por membros da Comissão de Mobilização de Mães, Pais e Funcionários das Creches da USP, indica que as cinco creches geridas pela SAS terão 140 vagas ociosas em 2016.

As creches poderiam receber 463 crianças em 2016, mas atenderão somente 323, uma redução brutal em suas capacidades de atendimento. Em 2007, havia 722 crianças matriculadas nas cinco creches. Em 2016, o atendimento vai cair para 55% da capacidade de nove anos atrás.

A creche Central, maior das cinco, por exemplo, poderia atender 160 crianças em 2016. Mas receberá somente 105, ou seja, vai preencher apenas 65% das vagas disponíveis hoje, uma redução sem sentido em sua capacidade de atendimento. A Central já chegou a abrigar mais de 220 crianças.

O pior caso é do da Carochinha, no campus de Ribeirão Preto. Em 2016, o atendimento vai cair para 51% de sua capacidade de atendimento registrada em 2013, que era de 140 crianças. Em 2016, a Carochinha vai atender somente 71 crianças.

Com esta ação, a Reitoria da USP está desperdiçando materiais, funcionários e equipamentos, ou seja, dinheiro público. Além disso, a reitoria vem pagando auxílios-creche a alguns funcionários e docentes sem necessidade, pois conta com esse tipo de atendimento em seus próprios campi. Ao não preencher essas vagas, portanto, a atitude do reitor pode ser enquadrada em ato de improbidade administrativa.

A alegação da reitoria de que é um ato para cortar custos não se mostra procedente, na medida em que os gastos fixos com as creches permanecem. A creche também recebe auxílios do governo federal para a compra de equipamentos materiais didáticos e da prefeitura, para o setor de alimentos.

O desmantelamento desses estabelecimentos de Educação Infantil, que servem de modelo tanto no Brasil como no Exterior, vem prejudicando não apenas o ensino, mas a pesquisa e extensão realizados por seus funcionários e outros docentes e discentes da USP.

É AMANHÃ: audiência pública pela reabertura de vagas nas creches

A Comissão de Mobilização de Pais, Mães e Funcionários das Creches da USP convoca representantes de várias entidades para uma audiência pública a ser realizada a partir das 14h de sexta-feira, dia 18, em frente ao Prédio da Reitoria da USP. O objetivo é abrir um diálogo voltado à resolução da questão do fechamento de vagas para discentes pais e mães, em caráter de urgência.

Calcula-se que pelo menos 120 alunos de graduação e pós-graduação serão prejudicados em 2016 pela decisão da Reitoria, pelo segundo ano consecutivo, de não preencher as vagas ociosas nas creches.

Em levantamento recente realizado pela comissão, os pais e mães (funcionários, docentes e discentes da USP) de cerca de 500 crianças têm interesse de obter uma vagas nas sete creches da universidade, sendo que três delas se encontram em São Paulo e quatro nos campi do interior.

Entre os órgãos convidados a participar estão: Reitoria, Superintendência de Assistência Social (SAS), Divisão de Creches da USP, Divisão do Serviço Social, direções das sete creches da universidade, Associações de Pais e Mestres das creches, DCE, APG, SINTUSP, ADUSP, Ministério Público Estadual, Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e Centro Acadêmico Paulo Freire (FE-USP).

O evento está no link:

https://www.facebook.com/events/846495492116013/

Brasil Atual faz reportagem sobre fechamento de vagas para alunas da USP

A Rádio Brasil Atual veiculou, na noite de ontem, reportagem sobre o impedimento do acesso às creches pelas mães alunas da USP.

Confira o áudio no link abaixo:

http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/2015/12/sem-vagas-em-creches-da-usp-maes-universitarias-levam-filhos-a-sala-de-aula

Zago quer tirar decisão sobre futuro das creches do CO; atitude é ilegal

Instado pelo representante dos professores-doutores, José Renato de Campos Araújo, a explicar a posição da reitoria sobre o futuro das creches da Universidade, o Reitor Marco Antonio Zago falou pela primeira vez publicamente sobre seus planos sobre o assunto: “Não é tema a ser tratado e discutido no Conselho Universitário” .

A declaração foi feita hoje, dia 8 de dezembro, na última reunião dos integrantes do Conselho Universitário (CO) de 2015.

Zago disse que a reitoria “promoverá uma discussão sobre o futuro das creches” no final do primeiro semestre do ano que vem “com os interessados”.

O Reitor afirmou ainda que a decisão sobre o futuro das creches vai depender do cenário econômico de 2016 e do dissídio a ser concedido aos funcionários da universidade.

Em sua fala, insistiu que o que foi feito em relação às creches (impedimento do preenchimento de vagas ociosas) se deu pela falta de funcionários provocada pelo Programa de Incentivo a Demissões Voluntárias (PIDV).

A Comissão de Pais e Funcionários das Creches USP não pode deixar de lembrar ao magnífico que:

1) O tema creches é sim da alçada do CO, segundo o próprio Estatuto da universidade. O futuro das creches não pode ser unicamente decidido pela gestão da universidade. Se isso ocorrer, o reitor estará agindo ilegalmente.

2) A comunidade uspiana, em especial esta Comissão, está, desde fevereiro de 2015, em busca da abertura de diálogo sobre a questão das creches. Quem tem se negado a discutir a questão é a gestão, em especial o Reitor, que tem ignorado nossos pedidos de audiência.

3) O reitor continua a mentir para a comunidade quando diz que a decisão de não abrir vagas se deve ao PIDV. Mesmo com a saída de crianças que se formam em 2015 não foram abertas matrículas para a reposição dessas vagas para 2016. Portanto, esse argumento não se sustenta pela própria atitude da reitoria.

4) Dizer que a manutenção das creches depende do dissídio e da situação econômica é um argumento canhestro para justificar sem discussão qualificada o fechamento puro e simples desses estabelecimentos de Educação Infantil que produzem pesquisas, realizam atividades de extensão e ensino, além de atender pais e mães que estudam e trabalham na maior universidade da América Latina.