Zago quer tirar decisão sobre futuro das creches do CO; atitude é ilegal

Instado pelo representante dos professores-doutores, José Renato de Campos Araújo, a explicar a posição da reitoria sobre o futuro das creches da Universidade, o Reitor Marco Antonio Zago falou pela primeira vez publicamente sobre seus planos sobre o assunto: “Não é tema a ser tratado e discutido no Conselho Universitário” .

A declaração foi feita hoje, dia 8 de dezembro, na última reunião dos integrantes do Conselho Universitário (CO) de 2015.

Zago disse que a reitoria “promoverá uma discussão sobre o futuro das creches” no final do primeiro semestre do ano que vem “com os interessados”.

O Reitor afirmou ainda que a decisão sobre o futuro das creches vai depender do cenário econômico de 2016 e do dissídio a ser concedido aos funcionários da universidade.

Em sua fala, insistiu que o que foi feito em relação às creches (impedimento do preenchimento de vagas ociosas) se deu pela falta de funcionários provocada pelo Programa de Incentivo a Demissões Voluntárias (PIDV).

A Comissão de Pais e Funcionários das Creches USP não pode deixar de lembrar ao magnífico que:

1) O tema creches é sim da alçada do CO, segundo o próprio Estatuto da universidade. O futuro das creches não pode ser unicamente decidido pela gestão da universidade. Se isso ocorrer, o reitor estará agindo ilegalmente.

2) A comunidade uspiana, em especial esta Comissão, está, desde fevereiro de 2015, em busca da abertura de diálogo sobre a questão das creches. Quem tem se negado a discutir a questão é a gestão, em especial o Reitor, que tem ignorado nossos pedidos de audiência.

3) O reitor continua a mentir para a comunidade quando diz que a decisão de não abrir vagas se deve ao PIDV. Mesmo com a saída de crianças que se formam em 2015 não foram abertas matrículas para a reposição dessas vagas para 2016. Portanto, esse argumento não se sustenta pela própria atitude da reitoria.

4) Dizer que a manutenção das creches depende do dissídio e da situação econômica é um argumento canhestro para justificar sem discussão qualificada o fechamento puro e simples desses estabelecimentos de Educação Infantil que produzem pesquisas, realizam atividades de extensão e ensino, além de atender pais e mães que estudam e trabalham na maior universidade da América Latina.

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