Primeiro dia de aulas tem café da manhã de resistência

 

Pais e mães das creches Oeste e Central se uniram em um café da manhã hoje, dia 31 de janeiro, primeiro dia de aulas, em um ato de repúdio à tentativa de fechamento da Creche/Pré-Escola Oeste.

Todos os 40 alunos da creche Oeste foram transferidos para a Creche/Pré-Escola Central, que tem sido chamada de “Creche Butantã” ou “Creche Cidade Universitária”. As famílias da Oeste foram comunicadas da mudança somente uma semana antes do começo das aulas através de um e-mail não-assinado.

Os pais que têm seus filhos matriculados na creche Oeste protocolaram hoje um abaixo-assinado na Superintendência de Assistência Social em que também pedem a abertura de diálogo.

Veja a íntegra do abaixo-assinado no link abaixo:

carta-pais-oeste_final

 

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Ocupação Creche Aberta exige posição do USP Mulheres sobre creches

A Ocupação Creche Aberta, através do Sindicado dos Trabalhadores da USP, enviou pedido de providências ao USP Mulheres, que diz em seu site trabalhar “para o alcance da igualdade de gênero e do fim da violência contra a mulher na Universidade”.

O USP Mulheres ainda não se posicionou sobre a suspensão da seleção e matrícula de crianças nas creches da USP, que vem ocorrendo desde 2015, e a tentativa recente de fechamento da Creche/Pré-Escola Oeste.

Para quem quiser se manifestar sobre o assunto, o e-mail do USP Mulheres é uspmulheres@usp.br.

Diz a carta:
“A falta de creches, na universidade e fora dela, dificulta e muitas vezes impede que as mulheres trabalhem ou estudem. A negligência face a esse problema é uma das expressões mais marcantes do machismo institucional dos governos.
É de conhecimento de todos o esforço determinado da reitoria em acabar com as creches da USP, reconhecidas internacionalmente como modelo de educação infantil. Nos últimos dias, a reitoria anunciou o fechamento da Creche Oeste, mesmo depois do Conselho Universitário – órgão máximo da Universidade – ter aprovado o preenchimento de todas as vagas ociosas.
Solicitamos enfaticamente que o USP Mulheres – coordenado pela prof.a Eva Blay – se pronuncie e que interceda junto à reitoria para impedir o fechamento da Creche Oeste. Do contrário, ficará patente que tal programa não visa combater o machismo. Há uma tendência repertoriada de que programas institucionais contra as opressões se convertam em instrumento de propaganda cuja única finalidade é cobrir com um verniz progressista as atitudes autoritárias e machistas da reitoria.
Enviamos uma cópia desse documento para o movimento “He For She” da Organização das Nações Unidas ao qual o programa USP Mulheres é vinculado.
Aguardamos uma resposta.”

Veja a cópia da carta no link abaixo:

sintusp-usp-mulheres

Contra fechamento, FEUSP destaca pesquisas das creches

A Congregação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo posicionou-se contra o fechamento da Creche/Pré-Escola Oeste em nota divulgada no última quinta-feira, dia 26 de janeiro.

Segundo a nota, a tentativa de fechamento das creches da USP por parte da Reitoria é “mais um ato de afronta à Instituição no que ela pode ter de mais importante para a sociedade: a produção de conhecimentos de elevado nível e a formação de profissionais altamente qualificados”.

Leia a íntegra no link abaixo:

http://www4.fe.usp.br/wp-content/uploads/2910-0001.pdf

Vaquinha online arrecada dinheiro para iniciativas jurídicas pró-creches

Uma vaquinha online está arrecadando recursos para custear assessoria jurídica para a defesa das Creches/Pré-escolas da USP. A coleta, organizada por famílias ligadas às Apefs das Creches Saúde, Oeste e Central, pretende engrossar na Justiça a luta pela educação infantil na universidade, sem que isso signifique deixar de lado outras formas de mobilização.

A cotização foi aberta em dezembro, antes da tentativa de fechamento da Creche Oeste e da ocupação em defesa dela.

A ideia do grupo é pensar na articulação das várias frentes jurídicas já em andamento. Ouvidoria Pública e Ministério Público, por exemplo, foram informados das iniciativas da Reitoria para fechar creches nos primeiros meses de 2015. O Geduc, grupo especializado em educação do Ministério Público, abriu o inquérito civil 83/2015, no qual tem requisitado informações da Reitoria e da SAS (Superintendência de Assistência Social) com vistas a tomar providência concreta no caso.

Diferentes advogados, na capital e nos campi do interior, também têm iniciado ações, com graus de sucesso variados. Alguns dos melhores resultados foram obtidos por famílias que haviam aparecido nas listas de selecionados divulgadas antes do fechamento das vagas, no início de 2015. Liminares permitiram que suas crianças começassem nas creches, enquanto tramita o processo.

 O endereço da vaquinha:

www.vakinha.com.br/vaquinha/em-defesa-das-creches-e-pre-escolas-da-usp

 

Comunidade discute defesa das creches com advogados

Diferentes setores da comunidade uspiana se reuniram nesta sexta (27/1) com advogados para discutir caminhos na defesa do Programa de Educação Infantil da USP. A ideia é engrossar a luta também na Justiça, sem que isso signifique deixar de lado a mobilização, que tem conseguido vitórias significativas. Uma das propostas é criar uma frente jurídica ampla, que alinhe os processos já iniciados e tome novas medidas judiciais contra as decisões legalmente questionáveis da Reitoria da USP.

Há outras iniciativas em curso, a exemplo de um mandado de segurança proposto contra o fechamento da Creche Oeste pelo advogado Cristiano Buoniconti Camargo e Fernanda Elias Zaccarelli Salgueiro. E ações individuais iniciadas anteriormente – por exemplo, as que contam com a assessoria do advogado da AmorCrusp, Augusto Pessin.

Na reunião de sexta, foram discutidas diferentes possibilidades de atuação. Não faltam argumentos contra as iniciativas da Reitoria para acabar com as creches. Da defesa do direito das crianças à irresponsabilidade administrativa, a gama de potenciais irregularidades da Reitoria é grande.

Também é possível atuar com argumentos específicos para cada público: um para quem é aluno e vê as políticas de permanência descontinuadas; outro para as estudantes, que podem mobilizar questões de gênero; outro para as famílias que já têm vaga na creche e querem garantir a conclusão da Educação Infantil para suas crianças; e assim por diante. A ideia também é envolver a demanda de todas as unidades ligadas à SAS, incluindo Saúde, São Carlos e Carochinha.