Cartas de leitores contradizem editorial da Folha sobre USP e creches

Em editorial publicado em 24 de fevereiro, o jornal Folha de S. Paulo se colocou a favor do plano do atual reitor de demitir funcionários e eliminar a progressão de carreiras na USP a fim de diminuir o gasto com o pagamento de salários, entre outras atitudes autoritárias como a recente tentativa de fechamento da Creche Pré-Escola Oeste.

Contudo, em cartas publicadas pelo próprio jornal, no dia seguinte, leitores desafiaram essa perspectiva, com informações desconsideradas pelo editorial “Responsabilidade na USP”. Entre elas está a manutenção do mesmo percentual de repasses à universidade apesar do vertiginoso crescimento com gastos com professores e alunos após a aquisição da Escola de Engenharia de Lorena e a abertura da Escola de Artes e Ciências e Humanidades (EACH). O que demonstra que os leitores estão mais informados do que o jornal sobre o assunto.

As cartas são as seguintes:

“USP

O editorial ‘Responsabilidade na USP’ omite que o governo estadual pressiona para a abertura de novos campi e cursos, exclui valores da base de cálculo do ICMS e descumpre acordos de repasse referentes às expansões e auxílios para permanência de alunos carentes. Assim, a enunciada falta de responsabilidade das três universidades paulistas com o orçamento deve ser compartilhada com o governador e deputados estaduais.

MARCUS VINICIUS MALTEMPI (Rio Claro, SP)

*

Em suas notas e editoriais, a Folha se esquece —penso que propositalmente— de lembrar ao leitor que as universidades estaduais, sobretudo a USP, receberam milhares de alunos novos enquanto o repasse estadual continuou o mesmo.

SUELY QUEIROZ (São Paulo, SP)

*

O editorial levanta uma importante discussão que deve ser feita de forma transparente. Será que vamos resolver o problema fechando as creches, responsáveis por 0,51% do orçamento da USP de 2016? Ou será melhor rediscutir o repasse que não aumentou, apesar de a universidade ter crescido com a inclusão da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP-Leste) e da Escola de Engenharia de Lorena, e cortar o excedente dos supersalários que são maiores do que o do governador e, portanto, estão fora da lei?

ISABELLE C. S. DE CASTRO (São Paulo, SP) ”

 

Abaixo se encontra o link para as cartas:

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/02/1861908-confissao-deveria-ser-suficiente-para-derrubar-governo-temer-opina-leitor.shtml

Abaixo está o link para o editorial:

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/02/1861559-responsabilidade-na-usp.shtml

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SAS não libera lista de selecionados; protesto hoje às 13h30

Mais uma vez, a Superintendência de Assistência Social mentiu e desinformou a comunidade uspiana. Desta vez, afirmou em edital que liberaria “até o dia 23 de fevereiro” a lista dos selecionados para as vagas ociosas na Creche Pré-Escola Central. Não o fez e nem deu explicações para a comunidade.

Por esse motivo, um ato foi convocado para as 13h30 de hoje, dia 24 de fevereiro, a fim de cobrar honestidade, transparência e explicações sobre o atraso na liberação da lista.

Segundo a Associação de Pais e Funcionários da Creche Central, existem atualmente 73 vagas disponíveis hoje para todas as idades, mesmo com as adesões de funcionários ao Plano de Incentivo à Demissão Voluntária da USP. A SAS abriu somente 58 vagas, número que até agora ninguém sabe de onde foi tirado.

A total falta de transparência com a seleção e o descaso com os pais e mães que há dois anos estão na fila é uma marca da gestão atual da SAS. A mentira também: em audiência pública realizada pelo deputado Carlos Giannazi na Assembleia Legislativa, em 2015, Waldyr Jorge, superintendente da SAS, faltou com a verdade ao dizer que a suspensão das matrículas nas creches se dava devido à alta adesão ao PIDV, o que contrariava a realidade. Havia funcionários suficientes para o atendimento. Em 2016, a situação era ainda mais evidente. Apesar de saírem muitas crianças e ter se mantido o quadro de funcionários, não foi realizada a seleção.

Apefs rebatem inverdades da Reitoria sobre creches da USP

Com o título “Reitoria manipula números para tentar justificar o desmonte das Creches da USP”, as Associações de Pais e Funcionários (Apefs) das cinco creches da USP que eram até janeiro deste ano ligadas à Superintendência de Assistência Social (SAS) desfazem os mitos e inverdades espalhados pelo atual reitor Marco Antonio Zago.

A nota afirma que a reitoria superestima o custo das creches/pré-escolas, que na verdade foi de 0,51% do total do Orçamento de 2016 (valor de custeio mais folha de pagamento) e que está tentando ludibriar decisão soberana do Conselho Universitário de novembro de 2016 que obriga o preenchimento das vagas ociosas nas creches da USP.  O informe ainda lembra que as creches/pré-escolas são atividades-fim da universidade e que fazem parte da política de permanência estudantil.

Segundo as Apefs, “as ações da Reitoria contra as Creches não têm nada a ver com o argumento orçamentário”. “Além disso, são marcadas pela priorização de determinadas áreas do conhecimento em detrimento de outras, consideradas ‘menores’, aqui representadas não apenas pela Educação Infantil, mas por todas as que têm a primeira infância como campo de atuação. Antes de tudo, é uma escolha que tem sido feita, mas não discutida nem apresentada segundo seus verdadeiros intuitos. Lamentamos que este tenha sido o caminho tomado pela gestão da maior universidade da América Latina”, conclui.

Assinam a carta: a Associação de Pais e Educadores de São Carlos (Apesc)
, a Associação de Pais e Educadores da Creche Carochinha (Apecc), a Associação  de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Central, a Associação  de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Oeste e a Associação de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Saúde.

Veja a íntegra da carta no link abaixo:

notaesclarece-fev2017

 

Ato carnavalesco em prol das creches da USP será na quarta

carnavato

Um grande desfile de fantasias, música e danças. Este será o protesto carnavalesco que a comunidade uspiana promoverá nesta quarta-feira, dia 22 de fevereiro, a partir das 16h, no estacionamento da Creche Pré-Escola Central, do campus Butantã.

Funcionários, simpatizantes, pais e mães de alunos e alunas das creches da USP estarão protestando contra o esvaziamento, o desmonte e o descaso com o dinheiro público realizados pelo atual reitor Marco Antonio Zago.

As cinco creches da USP ligadas à Superintendência de Assistência Social (SAS) já chegaram a atender 720 crianças em 2007. Dez anos depois, as cinco contam com apenas 210, apesar de manter funcionários, orçamento e espaço físico aptos a receberem pelo menos 157 crianças.

Entre 2015 e 1016, o atual reitor gastou R$ 1,2 milhão em auxílio-creche sem necessidade, pois havia vagas ociosas para atender a demanda de funcionários e docentes, além de alunos.

Para agravar a situação, Zago mandou fechar a Creche Pré-Escola Oeste, no campus Butantã, em janeiro deste ano, apesar de haver decisão do Conselho Universitário, de novembro de 2016, que obriga a atual gestão de “preencher as vagas ociosas das creches no limite de suas capacidades”.

Todxs estão convidados para pular e dançar contra este absurdo.

SP TV mostra que fechamento da Oeste não impacta no orçamento da USP

Reportagem realizada pelo SP TV, noticiário da Rede Globo, demonstra que ao fechar a Creche Pré-Escola Oeste, a USP não economiza nada. O valor de custeio das cinco creches sob administração da Superintendência de Assistência Social (SAS) é 0,03% do orçamento total da USP. Ou seja, sem a Creche Oeste, a USP economizaria menos do que 0,006 do seu orçamento total.

Veja a reportagem:

http://g1.globo.com/sao-paulo/sptv-1edicao/videos/t/edicoes/v/pais-e-funcionarios-ocupam-creche-da-usp-para-evitar-fechamento-da-unidade/5667314/

Ato nesta segunda (6/2) acompanha negociação com a SAS

A Ocupação Creche Aberta e seus apoiadores convidam a comunidade uspiana e os simpatizantes do movimento em defesa das Creches da USP a se concentrarem diante da SAS (Superintendência de Assistência Social) nesta segunda (6/2), a partir das 10h. Nesse horário, haverá uma rodada de negociação com o superintendente da SAS, Waldyr Jorge, a respeito da reabertura da Creche Oeste e do futuro do Programa de Educação Infantil da USP.

Esta será a primeira ocasião em que a Reitoria ou um de seus prepostos se dispõem a receber integrantes do movimento. No dia 16 de janeiro, uma segunda-feira de recesso acadêmico, a SAS preparou caminhões para desmontar a Creche Oeste, sem planejamento ou aviso prévios. A comunidade se mobilizou e ocupou a unidade, como forma de preservar esse espaço de educação infantil.

Seguidas tentativas de abrir negociação como um ofício formalmente protocolado na Reitoria e uma manifestação com cerca de 300 pessoas – foram tentadas pela ocupação. O reitor Zago não recebeu o movimento ou deu explicações. A expectativa é que nesta segunda seja possível de fato avançar na interlocução.

ATO DURANTE NEGOCIAÇÃO COM A SAS

Quando: Segunda-feira (6/2), das 10h às 12h

Onde: Rua do Anfiteatro, 295, Campus Butantã

Ribeirão abre seleção para creches, mas fica devendo vagas

 A Prefeitura do Campus Ribeirão Preto da USP anunciou a abertura de seleção para preencher parte das vagas ociosas detectadas na Creche Carochinha, uma das cinco unidades do Programa de Educação Infantil da universidade. Os interessados têm apenas esta semana entre 6 e 10 de fevereiro — para preencher formulários, juntar documentos e se inscrever.

A promessa da Prefeitura do campus é de descongelar 14 vagas mesmo número divulgado em anúncio anterior sobre descongelamento de vagas feito pela SAS (Superintendência de Assistência Social). No entanto levantamento da Apef (Associação de Pais e Funcionários) da Creche Carochinha havia apurado que, mesmo considerando todas as ondas de demissão já previstas no PiDV da Reitoria, haveria condições para voltar a atender mais 20 crianças. Ou seja, estão faltando 30% das vagas para que seja cumprida a decisão do Conselho Universitário (CO) que determinou o preenchimento de todas as vagas ociosas existente em 2017.

O descumprimento à decisão do CO se repetirá nas outras unidades, ainda que a SAS leve adiante o processo de seleção e descongelamento de vagas ociosas em outras ocasiões, processos que chegaram ao ponto de efetivar a matrícula de crianças foram revertidos. Creche Central e Creche Oeste juntas deveriam receber 87 crianças, mas o anúncio da SAS fala em apenas 58; São Carlos poderádescongelar 19 vagas, mas teria capacidade para 30 crianças; a Creche Saúde tem 28 vagas ociosas e a SAS não descongelou nenhuma delas até agora.

Na seleção de Ribeirão, não foi esclarecida qual a faixa etária das crianças a serem acolhidas. Há formulário e pedido de documentos específicos para estudantes, funcionários docentes e não docentes.

Confira mais detalhes em:

www.prefeiturarp.usp.br/pages/sas/creche/Comunic01.pdf