Professora da creche é agredida pela PM em frente à reitoria

De luto com Luta

Uma professora da Creche/Pré-Escola Central foi atacada por policiais militares enquanto filmava a ação covarde deles contra manifestantes na tarde de ontem, dia 7 de maio. A manifestação, pacífica, foi dispersada com o uso de bombas, spray de pimenta, bombas de gás, cassetetes.

A professora, que tem estatura baixa, foi agarrada por PMs que machucaram seu braço e apagaram as imagens feitas por ela. Ela teve de ser atendida no Hospital Universitário e registrou um Boletim de Ocorrência pela agressão sofrida no 93  DP.

Os manifestantes protestavam contra a proposta do atual reitor de demitir funcionários e professores para atingir até 85% do Orçamento com o pagamento de salários. A USP vem crescendo vertigiosamente, em relação ao número de alunos, cursos e unidades, mas não recebeu aumento nos repasses de impostos do governo. Isso demonstra uma tentativa do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, de sufocar a maior universidade da América Latina.

Outra funcionária da USP, ligada ao Sintusp, também foi agredida com cassetetes e teve de tomar pontos na cabeça. Além dela, outros estudantes, professores e funcionários ficaram feridos pelos golpes.

A comunidade das creches registra seu total repúdio ao ato bárbaro ordenado pelo atual reitor, que persegue especialmente mulheres e crianças, ao tentar fechar o Hospital Universitário e as creches e ordenar o espancamento delas em uma manifestação pacífica.

Leia mais sobre a ação da PM ontem na USP na reportagem da Folha de S. Paulo no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/03/1864385-protesto-contra-teto-de-gasto-na-usp-termina-em-confusao-com-a-policia.shtml

Foto: Analice

É HOJE: Manifestação pelo dia da Mulher em frente à creche Central

A secretaria de Mulheres do Sintusp, a Adusp, a Rede Não Cala, a Ocupação Creche Aberta, a Comissão de Creches Mobilizadas, entre outros membros da comunidade uspiana promovem, hoje, dia 8 de maio, a partir das 11h, uma manifestação contra as violências perpetradas pela USP contra mulheres.

O grupo pretende se encaminhar ao portão 1 às 12h também para protestar, em especial, contra o ataque covarde realizado ontem pela PM contra funcionárias da universidade que se encontravam pacificamente exercendo o direito constitucional de manifestar-se na porta da Reitoria. Duas delas foram hospitalizadas, mas já tiveram alta.

VITÓRIA: Sai lista de selecionados para Creche Central; pais aguardam matrícula

Depois de uma intensa luta de dois anos, a lista de selecionados para uma creche da USP foi finalmente publicada hoje, dia 6 de março pela Superintendência de Assistência Social (SAS). A lista refere-se à Creche/Pré-Escola Central. Os pais ainda não foram informados sobre as matrículas e quando as crianças começarão o ano letivo.

Essa é uma vitória maiúscula de toda comunidade uspiana, em especial dos pais, mães, funcionários e crianças das creches que participaram da luta, das mães e pais sem creche, como Ione Messias, Daniele Santana e Chico Barros, e dos membros do Conselho Universitário que não se intimidaram e votaram a favor do preenchimento das vagas ociosas.

A comunidade uspiana se uniu e não se calou diante das ameaças do atual reitor, que incluíram a tentativa de fechamento da Creche/Pré-Escola Oeste este ano e dois anos sem permitir a entrada de novas crianças nas vagas que se encontravam ociosas. As cinco creches administradas pela SAS já tiveram mais de 700 crianças; hoje este número é de 210.

Mesmo com a entrada de 58 crianças, sabe-se que a Creche/Pré-Escola Central – atualmente chamada pela reitoria de “Creche Cidade Universitária”, ainda tem capacidade para a entrada de 16 novas crianças. Por isso, a luta ainda continua pelo preenchimento dessas vagas e pela reabertura da Creche Oeste, que já abrigou 120 crianças durante um ano letivo.

Confirma a lista abaixo, que inclui filhos de alunos matriculados na universidade:

http://www.usp.br/coseas/COSEASHP/dps/selcreche2017/Criancasclassificadas2017.pdf

Cartas de leitores contradizem editorial da Folha sobre USP e creches

Em editorial publicado em 24 de fevereiro, o jornal Folha de S. Paulo se colocou a favor do plano do atual reitor de demitir funcionários e eliminar a progressão de carreiras na USP a fim de diminuir o gasto com o pagamento de salários, entre outras atitudes autoritárias como a recente tentativa de fechamento da Creche Pré-Escola Oeste.

Contudo, em cartas publicadas pelo próprio jornal, no dia seguinte, leitores desafiaram essa perspectiva, com informações desconsideradas pelo editorial “Responsabilidade na USP”. Entre elas está a manutenção do mesmo percentual de repasses à universidade apesar do vertiginoso crescimento com gastos com professores e alunos após a aquisição da Escola de Engenharia de Lorena e a abertura da Escola de Artes e Ciências e Humanidades (EACH). O que demonstra que os leitores estão mais informados do que o jornal sobre o assunto.

As cartas são as seguintes:

“USP

O editorial ‘Responsabilidade na USP’ omite que o governo estadual pressiona para a abertura de novos campi e cursos, exclui valores da base de cálculo do ICMS e descumpre acordos de repasse referentes às expansões e auxílios para permanência de alunos carentes. Assim, a enunciada falta de responsabilidade das três universidades paulistas com o orçamento deve ser compartilhada com o governador e deputados estaduais.

MARCUS VINICIUS MALTEMPI (Rio Claro, SP)

*

Em suas notas e editoriais, a Folha se esquece —penso que propositalmente— de lembrar ao leitor que as universidades estaduais, sobretudo a USP, receberam milhares de alunos novos enquanto o repasse estadual continuou o mesmo.

SUELY QUEIROZ (São Paulo, SP)

*

O editorial levanta uma importante discussão que deve ser feita de forma transparente. Será que vamos resolver o problema fechando as creches, responsáveis por 0,51% do orçamento da USP de 2016? Ou será melhor rediscutir o repasse que não aumentou, apesar de a universidade ter crescido com a inclusão da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (USP-Leste) e da Escola de Engenharia de Lorena, e cortar o excedente dos supersalários que são maiores do que o do governador e, portanto, estão fora da lei?

ISABELLE C. S. DE CASTRO (São Paulo, SP) ”

 

Abaixo se encontra o link para as cartas:

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/2017/02/1861908-confissao-deveria-ser-suficiente-para-derrubar-governo-temer-opina-leitor.shtml

Abaixo está o link para o editorial:

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/02/1861559-responsabilidade-na-usp.shtml

SAS não libera lista de selecionados; protesto hoje às 13h30

Mais uma vez, a Superintendência de Assistência Social mentiu e desinformou a comunidade uspiana. Desta vez, afirmou em edital que liberaria “até o dia 23 de fevereiro” a lista dos selecionados para as vagas ociosas na Creche Pré-Escola Central. Não o fez e nem deu explicações para a comunidade.

Por esse motivo, um ato foi convocado para as 13h30 de hoje, dia 24 de fevereiro, a fim de cobrar honestidade, transparência e explicações sobre o atraso na liberação da lista.

Segundo a Associação de Pais e Funcionários da Creche Central, existem atualmente 73 vagas disponíveis hoje para todas as idades, mesmo com as adesões de funcionários ao Plano de Incentivo à Demissão Voluntária da USP. A SAS abriu somente 58 vagas, número que até agora ninguém sabe de onde foi tirado.

A total falta de transparência com a seleção e o descaso com os pais e mães que há dois anos estão na fila é uma marca da gestão atual da SAS. A mentira também: em audiência pública realizada pelo deputado Carlos Giannazi na Assembleia Legislativa, em 2015, Waldyr Jorge, superintendente da SAS, faltou com a verdade ao dizer que a suspensão das matrículas nas creches se dava devido à alta adesão ao PIDV, o que contrariava a realidade. Havia funcionários suficientes para o atendimento. Em 2016, a situação era ainda mais evidente. Apesar de saírem muitas crianças e ter se mantido o quadro de funcionários, não foi realizada a seleção.

Apefs rebatem inverdades da Reitoria sobre creches da USP

Com o título “Reitoria manipula números para tentar justificar o desmonte das Creches da USP”, as Associações de Pais e Funcionários (Apefs) das cinco creches da USP que eram até janeiro deste ano ligadas à Superintendência de Assistência Social (SAS) desfazem os mitos e inverdades espalhados pelo atual reitor Marco Antonio Zago.

A nota afirma que a reitoria superestima o custo das creches/pré-escolas, que na verdade foi de 0,51% do total do Orçamento de 2016 (valor de custeio mais folha de pagamento) e que está tentando ludibriar decisão soberana do Conselho Universitário de novembro de 2016 que obriga o preenchimento das vagas ociosas nas creches da USP.  O informe ainda lembra que as creches/pré-escolas são atividades-fim da universidade e que fazem parte da política de permanência estudantil.

Segundo as Apefs, “as ações da Reitoria contra as Creches não têm nada a ver com o argumento orçamentário”. “Além disso, são marcadas pela priorização de determinadas áreas do conhecimento em detrimento de outras, consideradas ‘menores’, aqui representadas não apenas pela Educação Infantil, mas por todas as que têm a primeira infância como campo de atuação. Antes de tudo, é uma escolha que tem sido feita, mas não discutida nem apresentada segundo seus verdadeiros intuitos. Lamentamos que este tenha sido o caminho tomado pela gestão da maior universidade da América Latina”, conclui.

Assinam a carta: a Associação de Pais e Educadores de São Carlos (Apesc)
, a Associação de Pais e Educadores da Creche Carochinha (Apecc), a Associação  de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Central, a Associação  de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Oeste e a Associação de Pais e Funcionários (Apef) da Creche/Pré-Escola Saúde.

Veja a íntegra da carta no link abaixo:

notaesclarece-fev2017

 

Ato carnavalesco em prol das creches da USP será na quarta

carnavato

Um grande desfile de fantasias, música e danças. Este será o protesto carnavalesco que a comunidade uspiana promoverá nesta quarta-feira, dia 22 de fevereiro, a partir das 16h, no estacionamento da Creche Pré-Escola Central, do campus Butantã.

Funcionários, simpatizantes, pais e mães de alunos e alunas das creches da USP estarão protestando contra o esvaziamento, o desmonte e o descaso com o dinheiro público realizados pelo atual reitor Marco Antonio Zago.

As cinco creches da USP ligadas à Superintendência de Assistência Social (SAS) já chegaram a atender 720 crianças em 2007. Dez anos depois, as cinco contam com apenas 210, apesar de manter funcionários, orçamento e espaço físico aptos a receberem pelo menos 157 crianças.

Entre 2015 e 1016, o atual reitor gastou R$ 1,2 milhão em auxílio-creche sem necessidade, pois havia vagas ociosas para atender a demanda de funcionários e docentes, além de alunos.

Para agravar a situação, Zago mandou fechar a Creche Pré-Escola Oeste, no campus Butantã, em janeiro deste ano, apesar de haver decisão do Conselho Universitário, de novembro de 2016, que obriga a atual gestão de “preencher as vagas ociosas das creches no limite de suas capacidades”.

Todxs estão convidados para pular e dançar contra este absurdo.